Conhecido meu há quase meia dúzia de décadas, esse senhor da voz sempre fora notório pelo seu modo espalhafatoso de se dirigir às pessoas em público

Autor: Cláudio Estevam [na foto (E), ladeado da mana e do mano titular da coluna]

Titular desta coluna: *Antonio Carlos Estevam — da Academia Ubaense de Letras

Pois é... Vida afora, passamos por cada coisa!...

De cotovelos apoiados no balcão de atendimento da loja de produtos agropecuários, olhos nos olhos do meu atendente, eu relacionava nomes de insumos do meu interesse quando à minha esquerda, na distância que depois constatei não excedia a um metro, um "Bom dia!" de voz masculina, impostada e estridente, ecoou como se destinado a todos os presentes naquele ambiente.

Reconheci a voz.

Mantive, não obstante, minha atenção presa ao discurso técnico do vendedor, sobre as vantagens de uma marca de produto em detrimento de outras....

Destarte, ambos nos furtamos em corresponder, assim de imediato, aos cumprimentos do recém-chegado. Outros, porém, o fizeram.

Conhecido meu há quase meia dúzia de décadas, esse senhor da voz sempre fora notório pelo seu modo espalhafatoso de se dirigir às pessoas em público. Na mocidade, ousava bater as cordas d’um violão. Isto lhe valeu infiltrar-se — a despeito da maneira sorrateira como o fez — na comunidade de jovens estudantes. Eram os filhos de famílias bem postadas na sociedade.

Negro e analfabeto pobre diabo — num tempo em que a cor escura da pele e os cabelos denunciando a raça contava pontos negativos para a aceitação do indivíduo pela sociedade —, ele vivia às expensas da mãe, uma lavadeira miserável que com ele compartilhava um barraco num gueto, na periferia da cidade.

As trouxas de roupas sujas eram lavadas e passadas com o devido esmero, daí a mãe auferia os parcos recursos que converteria em pão e vestes que sustentariam esse “nobre senhor” e, também desta forma, aformoseava-lhe o corpo.

Bem vestido — tornado, pois, com maior chance de melhormente ser visto e aceito por aqueles com quem buscaria enturmar-se —, bom falante que era, tais recursos eram somados a outros: expressava-se na linguagem vulgar, mas como quem tem a autoestima bem acima da “canopla” do seu estimado nariz.

Assim é que vagabundeava, sol a pino que fosse, pelas ruas principais e praças da cidade, como se vivesse às expensas de uma família bem aquinhoada pela sorte. Abordava, caminho afora, uns e outros à cata de popularidade. Isto, entre os brancos notáveis da sociedade.  Sua relação, porém, com os moços brancos, da sua mesma idade, mas de respeitada posição social, não ia além — como não haveria de ir — de diverti-los com o seu dedilhar um surrado violão e seu canto para alegrá-los em serenatas e nos bancos do jardim Cristiano Rôças, mais conhecido como Praça São Januário.

Nesses lances, nosso personagem fumava, tomava cafezinhos e saboreava pequenos lanches à custa da mesada dos "colegas". Não se enturmava com negros. Dos pais desses jovens brancos ele recebia apenas expressões sombrias, silenciosas, desconfiadas, desaprovadoras.

Para conquistar o respeito e a simpatia das famílias de seus pretensos amigos na sociedade elitista daquela época, far-se-ia mister que esse "cavalheiro" fosse um senhor artista, mas seu dedilhado não sensibilizava ninguém além do entorno de banco de jardim ou nas serenatas, que eventualmente terminavam em marcantes escaramuças.

Ele era visto pelos pais dos estudantes como vagabundo e arruaceiro. Mas apreciavam seu lado divertido, numa cidade onde o entretenimento da juventude se limitava ao cinema e o futebol. Esporadicamente, alguns economizavam a mesada e compravam alguns minutos de pasto sexual na zona boêmia da cidade, atividade naquele tempo altamente censurada aos filhos pelos altos riscos de contração das DST, tipo gonorreia e outras.  Decerto este, aliás, o motivo da tolerância, pelas famílias, do tal pseudoartista no mesmo ambiente que seus filhos: um "mal necessário", admitiam.

Mas — voltemos lá atrás, caro leitor, no que eu ia dizendo. Vamos, pois, ao momento do cumprimento pelo forasteiro. Foi quando meu interlocutor atendia o celular, que me virei para responder à saudação do tal "senhor" à minha esquerda:

— Muito bom dia, Mister White!!! Alegria, meu jovem, topá com cê nessa parada! Tudo beleza?

Daí em diante ele discorreu sobre um documentário técnico/científico televisivo acerca da resistência mecânica da teia de aranha, rolando mais umas tantas declarações da sua “sabedoria elitista”. Finalmente, falou de uma viagem programada para o próximo mês ao Sul brasileiro, “quando assistirei ao casamento de um primo seu, o Alfredo".

Nesse momento, minha combalida memória de sexagenário enganchou-me numa sequencial lembrança de fatos, dum episódio tão distante no tempo quanto singular, quando, ladeado da minha santa mãezinha, fomos “circunstancial e emergencialmente” requisitados, para testemunhar, na condição de padrinhos, o casamento do Geraldo Dragão...

Sim, o convite nos fora feito pelo noivo para que nos tornássemos seus padrinhos. Uma historieta um tanto curiosa, que deveria ser contada sob um enfoque hilariante. Entretanto, em virtude da simplicidade social e humana dos personagens envolvidos, omitirei detalhes que possam caracterizar achincalhamento de pessoas humildes e dignas de respeito.

Meio vizinho, Dragão morava logo ali a uns 300 metros da minha casa, na parte baixa do bairro. Compartilhava com a avó materna e uma tia, um barraco humilde, espremido entre outros, numa comunidade que aos poucos se instalava numa pirambeira à margem ribeirinha da rua, a não mais que três metros acima do espelho d’água do rio que banha a cidade. Um lugar passivo de inundações na estação chuvosa. No barraco, nenhuma evidência das figuras materna e paterna do Dragão; apenas ele, sua avó e sua tia.

Cabelos lisos longos e nigérrimos, nariz afilado, pele morena avermelhada, olhos castanhos escuros, estes eram alguns traços do futuro afilhado. Aspectos fisionômicos de mameluco (miscigenação de branco com índio) eram notados nas mulheres. E, voltando ao Dragão: mestiço, predominava características físicas da raça negra como cor da pele, cabelos, nariz...ahhhhhhhhhh!!! o nariz! Completamente diferente das fossas nasais de batata, de negro africano. Sim, nele destacava um proeminente e longo osso nasal, cuja influência na altura e no comprimento do dorso terminava com ponta fina, mas como que provido de asas enormes... Estas ocupavam, no rosto, quase o correspondente à totalidade da largura do seu lábio superior.

Isto equivale a dizer que Dragão era dono de enormes cavidades nasais, nas quais um menino, fera que fosse na atiradeira, encaçaparia uma bola de gude sem tocar-lhe a borda.

Ombros estreitos, braços longos e finos, porém compatíveis com o volume do abdome, mas as pernas curtas e finas... Cabeça, exageradamente grande, macrocéfalo, ele... Havia quem a ele se referia (na sua ausência, evidentemente) como “o marimbondo chapéu”.

Com a descrição superficial dos braços e pernas do Dragão, desnecessário dizer que o cara era magro... magérrimo. Aos 23 anos ele já somara a ausência de quatro dentes frontais da arcada superior. Mas, sorria. Um sorriso pálido, acanhado, vazio das vibrações contagiantes nos jovens da sua idade.

Dragão tinha um olhar sereno, calmo, pujante do vigor da juventude. Mas medroso, contido, próprio das criaturas bafejadas pela natureza com um bálsamo calmante dos instintos primitivos da raça.

A voz, grave/gravíssima, tinha pouco volume e alguma impostação, certamente um jeito que buscava de melhorar a má dicção resultante da inexistência, na boca, dos dentes frontais.

O cognome Dragão nada tinha a ver com a “banguelice”, a constituição fisiológica ou a sua fisionomia. É possível que o apelido tivesse alguma relação com a moda daquele momento, quando a cultura chinesa invadiu no ocidente as telas das casas de exibição dos espetáculos cinematográficos, exibindo a força e o poder de algumas figuras mitológicas — entre elas o dragão — cultuadas, respeitadas e festejadas culturalmente por algumas civilizações orientais. Possivelmente, por simbolizar uma energia desagradável, a figura do dragão mitológico oriental, escolhida pelos cinéfilos, pra designar uma pessoa feia, logo ganhou popularidade. Era comum ouvir do desafeto de alguém a expressão: fulano é feio feito um dragão. A alcunha do Geraldo teve, possivelmente, pois, essa origem.

Devo complementar, dizendo: a figura humana do Geraldo Dragão, em termos evolutivos, situava-se num atraso de anos-luz em relação ao padrão de beleza e perfectível modelo de macho humano que, então, povoava os sonhos de consumo da mulherada. Seu apelido, que não caiu no domínio público, circunscrevia-se ao espírito zombador de meia dúzia de moleques endemoninhados, meus parentes, e da minha comunidade, que zoavam também mendigos, desocupados e moradores de rua. Quando a molecada se reunia em coro pra “zoação”, arrancava, inevitavelmente, de suas vítimas, expressões de ofensas, desabafos e desespero que ecoam, ainda hoje, nos recônditos recessos das minhas saudosas lembranças. Os moleques iam ao delírio de alegria quando suas provocações atingiam a vítima, que reagia furiosa, gesticulando, bradando encolerizada: (motivo vocabulário não publicável aqui, parágrafo inteiro excluído, ad cautelam).

Sempre a uma distância segura da vítima, davam um tempo até que ela se acalmasse, pra logo começar tudo novamente... Havia ocasiões que eles encurralavam duas ou três vítimas num trecho da rua e a zoada podia durar uma manhã inteirinha ou uma tarde. Dependia muito do fôlego das vítimas que, geralmente, eram velhos beberrões e moradores de rua, ou vacilões mentais fora do controle de suas famílias. Alguns desses eventos de zoação soía acontecer sob a liderança de Roberto Craveiro, filho de um Juiz de Direito, que morava no ponto mais alto da rua, a cerca de uns cem metros da minha casa. Ele nunca iniciava o evento, sempre tomava carona nele e assumia a liderança apoiado pelos moleques que iam à beira do histerismo.

Roberto já era um moço de uns dezenove anos (tinha mais que o dobro da minha idade) e era o agente responsável pela taquicardia de todas as mocinhas da rua durante o tempo inteirinho do show de zoação... Postadas timidamente em grupos de duas ou até seis moças nos janelões das casas, elas sorriam, gesticulavam, gargalhavam e cochichavam entre elas enquanto devoravam a imagem do Roberto com seus olhares e sorrisos festivos e sonhadores. Jamais, porém, se dirigiam verbalmente a ninguém envolvido no evento, nem mesmo ao Roberto, sob o risco de severo castigo imposto pelas famílias.

Naqueles momentos o Roberto era um verdadeiro astro, no centro nuclear de um acontecimento digno de registro cinematográfico. Ali, as emoções humanas fluíam livres e verdadeiramente, sem nenhum script, sem roteiros ou enredos, sem elencos previamente ensaiados contratados ou escalados, sem censura ou coreografias catalogadas, sem diretores ou patrocinadores, sem riscos à integridade física ou moral. Era apenas uma gritaria entre moleques que estavam entrando no mundo e criaturas que já tinham perdido a noção da essencialidade com a vida. Muitos daqueles assim agredidos pelos moleques estavam sempre voltando ao palco dos conflitos, por sentir neles uma oportunidade, acredito, de desabafar, de fazer jorrar, pelas vias do xingamento, suas frustrações e suas decepções com uma sociedade falsa, imoral, cruel, porca e injusta, que lhes negara direito a uma vida humanamente digna. Hoje, decorridos mais de cinco décadas, creio que até mesmo os adultos mais sensatos, moralistas e puritanos — embora não tivessem a coragem e a liberdade de declarar — gostavam daqueles eventos.   

Mas, novamente voltando ao cenário da cerimônia religiosa de casamento do Geraldo Dragão, quando eu e minha santa mãezinha, recebemos dele, emergencialmente, o convite pra apadrinhá-lo — na então capela do HSVP (Hospital São Vicente de Paulo), pobrezinha —, um padreco de meia idade, furreca de atitudes e impaciente, surrava em cobranças ao Geraldo pelo longo atraso da noiva.

Quando chegáramos, eu e minha mãe, o noivo e os padrinhos da noiva já se encontravam no altar, frente ao padre, aguardando a chegada da noiva. Sentamo-nos no primeiro banco à entrada da igreja. A capelinha, quase vazia, bem mostrava o status social dos noivos, com os poucos convidados presentes sussurrando sobre o "imperdoável porque longuíssimo" atraso da nubente...

Finalmente se fez presente a noiva. Ajeitou-se, com sua comitiva, que não passava de umas três ou quatro pessoas, no umbral da capela. Demandaram algum tempo no arranjo de alguns bagulhos e penduricalhos que despencaram do traje nupcial. Num toca-discos portátil, a um canto do altar, um senhor, negro e gordo — vimos quando ele amarrava, pelo cabresto, numa árvore da rua, um cavalo do qual havia apeara — duns sessenta e poucos anos, tentava rodar um disco de vinil, tipo broa preta, contendo alguma música apropriada ou pré-escolhida para a ocasião. A noiva, desconcertada sob os olhares duns vinte e poucos convidados presentes, também suava muito e, nervosamente, olhava para o próprio busto — àquela altura dos acontecimentos e do calor sufocante —, nas partes onde o vestido branco exibia algumas manchas de suor colorido pela maquiagem dissolvida do seu rosto. Todo mundo esperando, ela continuava na porta da igreja com sua comitiva (duas crianças vestidas de damas de honra), esperando a música, que viria da tal eletrola aos cuidados daquele senhor negro.

Enquanto isto, ela obedecia a imperiosa ordem de um certo “retratista” (era este o nome que os fotógrafos profissionais davam aos incautos amadores que se metiam numa aventura daquela), fazendo as poses para o registro fotográfico. O senhor negro e gordo, que tentava funcionar sem sucesso a eletrola de onde sairia a música de entrada da noiva, embalado num terno branco de linho, amarrotado e empoeirado, usava uma gravata estilo língua de vaca, na cor preta listrada de vermelho. Do seu rosto e da cabeça pelada escorria, incessantemente, para o pescoço, muito suor, logo absorvido pelas golas da camisa e do paletó e que, em contato com a poeira, produzia fina camada de lama. Nas suas andanças pelo altar ele abordava, gesticulando e falante, uma senhora negra, gorda e baixinha, de vestido longo na cor branca.

Os sapatos dela, de bico fino e salto alto, eram de cor amarela com um pequeno cadarço vermelho. Os cabelos castanhos, lisos e longos, que compunham sua peruca, desciam abaixo dos ombros e eram deveras volumosos. Ela se abanava com grande leque de cor verde escuro e bolinhas amarelas. Todos dentro daquela capela suavam muito; eu e minha mãe também.

Eram treze horas de um domingo do meado de janeiro. Somente uma forte tempestade pra restabelecer uma temperatura confortável naquele ambiente. Foi quando, por fim, a broa preta rodou, a música tocou, a noiva entrou. O padre espremia novamente o Geraldo Dragão para que convidasse ao altar as suas testemunhas.

Geraldo virou-se de costas pro altar, desceu cambaleante os três ou quatro degraus, percorreu todo o corredor da capela fitando-nos, com olhar esperançoso. Tentou, num esforço nervoso e sobre-humano, explicar em poucas palavras a ausência dos seus padrinhos. O negro estava pálido. Seu terno cinza escuro brilhante, muito bem cortado, mas apertadíssimo no seu corpo magro, molhado, pingava suor. Ele mal articulava as poucas palavras, rogando que supríssemos o lugar das suas testemunhas ausentes. Tomados de forte emoção, lacrimejamos, eu e minha mãe.

Caminhamos com ele até ao altar... O padre deu início a cerimônia... Decorrido um tempo de falatório de improviso, iniciou a leitura dum texto numa pasta preta que ele sustentava aberta entre suas mãos trêmulas. O suor corria-lhe da testa ao nariz, precipitando sobre a página que lia. Expressão grave, a palidez do seu rosto denunciava o quanto ele estava de "saco cheio" com tudo aquilo. O senhor negro, de terno empoeirado, andava inquieto de um lado para o outro ao fundo do altar, enxugando nervosamente a cabeça e o rosto, com um “megalenço” vermelho e preto que mais parecia uma toalha/bandeira do Flamengo. De repente, o Geraldo Dragão, postando-se de frente para o padre, cambaleou e caiu espetacular e pesadamente sobre ele. Os dois foram ao chão. Com a ajuda dos presentes, ambos se levantaram. Na expressão fisionômica do padre lia-se um misto de dor e de raiva. Ele se ausentou do altar sob a recomendação que avisassem na sacristia assim que o noivo se restabelecesse da queda. Que cena! Por sorte, nenhum ferimento que impedisse a conclusão do episódio.

Milagrosamente, alguém descobriu uma porção de açúcar guardado na despensa improvisada da capelinha, providenciando logo um calmante pro Geraldo Dragão. Assim, água com açúcar e cadeira ajudaram a levar o Geraldo ao final do evento, sentado. Quanto ao padre... Ahhhh!!! O padre! Este, mal balbuciou entre os dentes as bobagens finais da ocasião e, sequer cumprimentou os noivos... “Passou sebo nas canelas” e “picou a mula”!!!

Foi assim que eu minha santa mãezinha nos tornamos Padrinhos Circunstanciais de Casamento do Geraldo Dragão. Voltemos a Mister White, aquele que mencionei no início do texto, que foi convidado a assistir ao casamento do meu primo no Sul do país:

 Não duvido que esse "nobre senhor" possa também apadrinhar circunstancialmente ou oficialmente o Dr. Alfredo, haja visto a notável amizade de Mister White com a família do noivo. Parece mentira, é incompreensível que o pai de Alfredo, meu primo, homem de respeitável calibre intelectual e de merecido e reconhecido status de genialidade, tenha finalizado seu ciclo existencial em estreita amizade com uma criatura de limitados horizontes conscienciais como Mister White... 

*Antônio Carlos Estevam. Cronista e ensaísta, é membro efetivo da Academia Ubaense de Letras, sucedendo ao escritor Sílvio Braga na cadeira n. 21, que tem por patrono o jornalista Octávio Braga.

Estevam é produtor do veículo de comunicação independente Djaôj... e explica que não é sigla, é o nome completo do informativo. A pronúncia pelo homem do campo sói ser ouvida dijaôiji, querendo dizer: recentemente; há pouco tempo; ainda hoje... Exemplo: “— Tem visto fulano? — Uai, di-já-ôi-ji ele teve aqui". No caso do nosso periódico, “Djaôj...”, assim com reticências, significaria, mais ou menos: noticiando fatos, preferencialmente recentes.

A expressão tem como base a canção “De já hoje” com letra e música do cantor e compositor nativista gaúcho Adair de Freitas.

academiaubaensedeletras@gmail.com


 

 


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