Nascido em Ubá, coreógrafo e fundador do Ballet Stagium faleceu aos 92 anos em São Paulo, seu legado transformou a dança no Brasil

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) anunciou, com pesar, o falecimento do bailarino e coreógrafo ubaense Décio Otero, ocorrido na noite de segunda-feira, 28 de julho de 2025, em São Paulo, aos 92 anos. Nascido em Ubá (MG), Décio foi um dos nomes mais importantes da dança no Brasil, com uma trajetória marcada por inovação, sensibilidade artística e profundo compromisso com a cultura nacional.

Fundador do Ballet Stagium, ao lado da bailarina Marika Gidali, Décio iniciou sua formação em dança em 1951 e construiu uma carreira que ultrapassou fronteiras, levando a arte dos palcos brasileiros a espaços internacionais. Desde 1971, o Stagium consolidou-se como uma companhia de resistência e inclusão, somando mais de 100 coreografias criadas e contribuindo para a formação de novas gerações de artistas.

Ao longo de sua vida, recebeu importantes reconhecimentos, como o Prêmio Governador do Estado de São Paulo, diversos Prêmios APCA, além da Ordem do Mérito Cultural, em 2005. Também foi autor dos livros As Paixões da Dança (1999) e Marika Gidali – Singular e Plural (2001).

Décio Otero deixa como legado o trabalho social e artístico desenvolvido no Complexo Cultural Funarte SP, sede do Projeto Joaninha, uma parceria com o Ballet Stagium que oferece aulas gratuitas de balé para crianças de escolas públicas, em linha com a sua visão de democratização do acesso à arte.

Sua arte permanece viva nos corpos que formou, nas gerações que inspirou e nos palcos que ajudou a transformar. Décio Otero seguirá como referência fundamental na história da dança brasileira.

Publicado por Alex Gomes da Redação do Notícias Rio Pomba e Região


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