Crime ocorreu em janeiro de 2026, no bairro Santa Cecília, e teve como vítimas pai, madrasta, duas irmãs e um sobrinho de 5 anos

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta sexta-feira (16/1), o inquérito policial que investigou o homicídio de cinco pessoas da mesma família, ocorrido no dia 7 de janeiro de 2026, no bairro Santa Cecília, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. O principal suspeito, um homem de 42 anos, foi preso em flagrante momentos após os crimes.

Segundo as investigações, o autor matou o próprio pai, de 74 anos; a madrasta, de 63; duas irmãs, de 47 e 44 anos; e o sobrinho, de apenas 5 anos. Imagens de câmeras de monitoramento registraram o início do ataque por volta das 6h da manhã.

De acordo com a apuração, o suspeito aguardou uma das irmãs sair de casa para ir ao trabalho e, nesse momento, a atacou com golpes de faca, empurrando-a para dentro do imóvel. Na sequência, ele atacou a madrasta e, logo depois, entrou em um dos quartos, onde matou o pai, que estava deitado.

A outra irmã, que residia em um imóvel nos fundos do terreno, foi até a casa dos pais ao perceber a movimentação e acabou morta na cozinha. Em seguida, o investigado se dirigiu à residência dessa irmã, onde matou o sobrinho de 5 anos.

A perícia oficial confirmou que todas as vítimas apresentavam ferimentos causados por instrumento perfurocortante, principalmente nas regiões do pescoço e do rosto.

Conforme explicou a delegada responsável pelo caso, Camila Miller, o suspeito foi indiciado por cinco homicídios qualificados. “Ele responderá pelos crimes com as qualificadoras previstas nos incisos III e IV, que tratam do emprego de meio insidioso ou cruel, além de emboscada, dissimulação ou outro recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa das vítimas”, destacou.

O homem foi preso pela Polícia Militar em seu apartamento, no bairro Santa Terezinha, onde confessou os homicídios. No local, foram apreendidas duas facas táticas, encontradas dentro de um balde, que teriam sido utilizadas na ação criminosa.

O inquérito policial foi concluído com a juntada dos laudos periciais e de necropsia e encaminhado ao Poder Judiciário para as providências cabíveis.


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